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Estamos vivendo em um mundo no qual a população tem cada vez mais voz, e isso é um fato. Marcas, empresas e até políticos estão percebendo que precisam ouvir o que seu público tem a dizer.

 

Abrindo o feed do Facebook, vendo os Stories do Instagram ou passando pela timeline do Twitter, podemos ver uma enxurrada de opiniões. A indignação, principalmente, gera curtidas, compartilhamentos e retweets, mas até que ponto os usuários das redes sociais têm noção do que eles apoiam no mundo online?

De acordo com notícias do final de junho de 2018, mais de 27 inocentes foram mortos, só na Índia, por linchamento. O motivo? Fake News, um termo novo para notícias falsas, sem nenhum tipo de fonte e muitas vezes sem sentido. Esses tipos de notícias são exatamente o que mais atrai os cliques das pessoas.

Em sua maioria, o internauta não está muito bem informado sobre o que está defendendo nas redes. A mesma pessoa que apoia a pena de morte e diz que homossexuais precisam morrer, normalmente tem o mesmo discurso de que é cristão e que um feto é uma vida e deve ser poupada. A mesma que apoiou veementemente a greve dos caminheiros pediu intervenção militar (no mesmo texto). Não é difícil perceber que falta um raciocínio linear e coerente em muitos perfis. O motivo disso? Muitas vezes falta de informação, misturado com propagação de notícias falsas e com uma pitada de ignorância.

Com sua empresa, o cuidado deve ser redobrado. Conservadorismo e liberalismo precisam abrir espaço para o bom senso. Em tempos de redes sociais, as campanhas em apoio à alguma causa se tornaram comuns e muito utilizadas a favor da publicidade de uma empresa. Mas… Você pesquisou sobre essa causa que você quer apoiar publicamente? Faz parte da ideologia da sua empresa? Vale a pena se posicionar e correr o risco de seus clientes, que muitas vezes não possuem a mesma bagagem de informação que você, se sintam ofendidos com isso?

A sociedade está passando por um período de transição, em que um lado está se sentindo mais representado e confortável em falar de vários assuntos que antes ninguém prestava atenção, o outro lado reclama da geração “mimimi” que está deixando o mundo chato e, no meio disso tudo, pessoas que só querem reclamar e descontar seus problema e frustrações no mundo online enquanto critica o que vier na frente.

Diante disso, quem possui uma empresa deve, então, não se posicionar? Pode ser, mas… E a responsabilidade social da sua marca? Pode parecer confuso, mas são questões que se tornam claras e fáceis de lidar a partir do momento que você conhece sua empresa e faz um planejamento voltado para a comunicação e imagem da sua marca. Saber até onde pisar e até onde se posicionar é essencial e fundamental para que sua marca perpetue. Quando você não faz nenhuma pesquisa para conhecer seu público, por medo de perder uma parcela de seus clientes, você pode acabar perdendo todas. Quando você entende o que seus seguidores querem de sua marca, você consegue, além de fidelizar seu público, conquistar muito mais como aquele.

Independentemente do posicionamento de sua empresa, é necessário, em todos os momentos, acompanhar as tendências da sociedade e o chamado “politicamente correto”. Por toda a internet é possível ver ofensas e discursos de ódio direcionados a todos os lados, e nenhum grupo ou organização consegue se safar. O desafio, portanto, é passar pelo tiroteio incólume, se posicionando da maneira correta e ainda por cima conseguir vender seu produto e fidelizar seu público.

Texto de Marcela Zanateli.