Você está preparado para as assistentes virtuais?

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A Alexa da Amazon, A Siri da Apple, Cortana da Microsoft, Home do Google… Todos esses assistentes virtuais controlados por voz já estão disponíveis. Essa tecnologia utiliza meios como processamento de linguagem natural e reconhecimento de voz, entre outras, para transformar o jeito que seres humanos e máquinas se comunicam. O objetivo é que, no futuro, esses dispositivos possam antecipar as necessidades de cada usuário em uma casa e que seja tudo integrado entre os aparelhos, como carros e eletrodomésticos, e até planejar o trajeto e ligar o ar-condicionado. A tecnologia está encaminhando para que o aparelho smartphone fique em segundo plano, onde será possível apenas ativar os comandos por voz.

O sistema de aprendizagem dos assistentes virtuais é baseado nas redes neurais artificiais, uma classe de algoritmos de machine learning (termo em inglês que significa “aprendizado de máquina”, um método de análise de dados que automatiza a construção de modelos analíticos, uma vertente da inteligência artificial que se baseia na ideia de que podemos identificar padrões e tomar decisões com o mínimo de intervenção humana, simplesmente com uma máquina analisando dados). Esse aprendizado profundo utilizado pelos assistentes pessoais é formado por várias camadas de unidades de processamento e possuem uma rede neural mais profunda, chamada de “deep learning”. Essas redes neurais são programadas para evoluir constantemente de acordo com os dados coletados, mediante exemplos. Ou seja, podem combinar dados e recursos já aprendidos para se aprimorarem sozinhas, sem parar.

Hoje, os assistentes virtuais já disponíveis conseguem até aprender sotaques diferentes e outros fatores particulares da fala de cada indivíduo. Também é possível, por meio de acesso à localização e a uma preferência programada anteriormente, que a assistente acenda as luzes e ligue sua máquina de lavar quando você tiver virando a esquina de casa. Eles também sabem informar o tamanho da fila de um evento em determinado horário, por exemplo. Tudo isso, utilizando apenas comandos de voz. São muitas as “habilidades” destes assistentes e elas serão cada vez mais inseridas no cotidiano da sociedade.

Parece um assunto futurista, mas não é. Empresas já vêm utilizando plataformas mais acessíveis no atendimento ao cliente, com dispositivos tecnológicos de custo reduzido que permitem a aproximação tão desejada pelas corporações. Os dados, combinados com a tendência cada vez maior do Chatbot (um programa de computador criado para responder os clientes simulando um atendimento feito por outra pessoa, e não um computador) e com inteligência artificial sinalizam que, para as empresas, os próximos anos serão excelentes em torno do atendimento automatizado, melhorando a qualidade e o poder de pesquisas feitas com clientes, além de oferecer atendimento de qualidade e reduzir os custos operacionais.

Essas plataformas que permitem maior aproximação com o público são as mais procuradas pelas empresas, pois respostas em tempo real é uma coisa que faz muita diferença em um mundo conectado como o nosso.

Texto por Marcela Zanateli.